terça-feira, 24 de setembro de 2013

DE JANELA NA BIBLIOTECA, ASSIM COMEÇOU UMA VIAJEM À LEITURA

           
Minha história de leitura e a experiência escritora começou ainda na creche, vendo um amigo fazendo historinhas de cowboy!
O garoto, cujo nome não sei mais, (Pô! O tempo passou!), fazia as histórias na hora, ele desenhava, mas não escrevia, fazia a narração ali na hora!
Eu e a maioria dos moleques viajavam nas histórias, mas eu queria contar as minhas, foi assim que iniciei as super aventuras do super Daniel, credo!
O super não era muito popular na quarta série e sem muitos amigos acabei ficando isolado, é claro que eu já tinha aprendido a desenhar um pouco melhor nesta época, isso facilitou a evitar o isolamento completo, mas fora das aulas de Educação artística, eu geralmente estava só e foi assim que descobri a biblioteca da escola.

Toda vez que tinha janela por falta de professores ou qualquer outra atividade fora da sala de aula, eu vupt! Ia para a biblioteca, sabem o que chamou minha atenção lá? Os livros de mitologia!
Eu vou confessar, não lia os textos todos, só os rodapés das figuras que chamavam minha atenção, mas tinha muito rodapés!
Sempre gostei de filmes épicos, Hércules, Sansão, coisas do tipo, a biblioteca tinha tudo sobre eles
e logo a leitura de rodapés passou a ser a leitura completa.
Ainda hoje escrevo, tenho uns manuscritos que ainda serão digitados e quem sabe, virar a atenção de algum outro aluno da quarta série.
Essa é a minha história de primeiro contato consciente, mas eu já via as figuras dos gibis di Tio Pathinhas, Tarzan e ai vai!
É isso ai, outro dia eu conto mais!

Um abração!
(Texto de Daniel Vilela)

LEITURA E ESCRITA, UM PRAZER SEM PRECEDENTES

Para desenvolver leitura e escrita, são necessários alguns modelos de incentivo, como a família, a escola, as atividades sociais, os hábitos praticados dentro de casa e isso faz com que passamos a gostar de leitura e escrita ou não.

Na minha época de criança não tive nenhuma experiência do que foi relatado acima, a não ser a obrigatoriedade da leitura de livros na escola, pedidos pelos professores para fazer resumo e prova, como A ilha perdida, Um cadáver ouve rádio, Odisséia de Homero, Olhai os lírios do campo, entre outros tantos livros.

A criança precisa ser estimulada desde pequena, sendo assim ela passará a desenvolver o gosto pela leitura, pois é até os sete anos que ela forma este gosto pela leitura. Não importa que a criança não saiba ainda fazer a leitura de um livro, sendo assim o professor deve fazer esse trabalho de leitura para servir como referência para ela. A formação de leitores e escritores requer empenho, dedicação, conhecimento do público a que destina a leitura. A criança que lê com desenvoltura se interessa pela leitura e aprenderá mais facilmente. Quanto mais a criança desenvolverá o hábito da leitura, mais facilmente ela se tornará um escritor para expor suas ideias após a leitura de um livro, uma revista, um jornal ou qualquer assunto. Para escrever bem precisamos de conhecimento que só adquirimos através da leitura diária.

Quando fui para a faculdade, as coisas mudaram, pois passei a conviver com o mundo acadêmico, um meio em que a formação profissional exige conhecimento mais apurado, melhor preparo para enfrentar os desafios do mundo do trabalho. Foi na faculdade que comecei a me interessar pela leitura e consequentemente pela escrita. Tenho o hábito de assistir programas como Roda Viva, Canal Livre, Globo News, TV Senado, TV Câmara. Costumo ler livros de psiquiatria, filosofia, psicologia, entre outros e costumo fazer anotações e relatórios de tudo aquilo que considero interessante e que agregue conhecimento para a minha formação; a condução da minha vida e a vida de meus alunos, para serem inseridos nesse mundo globalizado e competitivo. A leitura nos leva a lugares longínquos e desconhecidos. Quem tem o habito de leitura, menos fica doente, menos sofre dos desgastes da velhice e vive mais.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Minha experiência leitora e escrita.


Minha experiência em leitura e escrita começou cedo, desde o “prezinho” até hoje é super presente em minha vida.

No pré costumávamos identificar figuras e juntar as letrinhas para formar as palavras, essa fase é muito emocionante, pois tinha muita vontade de ler, e ler. Principalmente propagandas que haviam em estabelecimentos como mercado, padaria e lojas de sapatos.

Quando fui para o ciclo I, começou a formar palavras mais difíceis e frases, junto com a matemática.

Já no Ensino Fundamental, tínhamos que ler todo bimestre um livro e fazer uma avaliação, às vezes tinha livros que não me interessavam, mas lia. Esses livros eram da série Vagalume, os que me recordo foram: “Deus me livre”, “O escaravelho do diabo”, “O rapto do garoto de ouro”, “Barcos de papel”, mas o que me identifiquei muito foi “Zezinho, o dono da porquinha preta”, acho que era por falar sobre amor pelos animais e proteção a eles. No Ensino Médio os livros eram mais complexos de vocabulário, devido ao vestibular que exigia, eram “Dom Casmuro”, “Iracema”, “O Cortiço”, “O primo Basílio”, entre outros. Mas na verdade eu devorava livros de Biologia, adoro até hoje!

No meu cotidiano tenho leitura como livros espíritas da Zíbia Gasparetto, Chico Xavier, Divaldo Franco, entre outros, viajo nas histórias que leio.

Também gosto de ler o jornal a “Folha de S.Paulo (ciência+saúde), sempre trás novidades super interessante da atualidade científica, que aliás importantíssima para nossa área, sempre recorto a página e levo até a sala de aula, pois nem sempre o jornal faz parte da leitura dos alunos.

Em minhas aulas gosto de ler e que os alunos também leiam os textos em seus cadernos de atividades, pois alguns tem relação com outras disciplinas.

Outro dia estávamos lendo um texto sobre a água e uma aluna me disse: “Nossa “Prof.” É isso mesmo o professor de Geografia passou isso também e é verdade, e não imaginava que tantas crianças morrem de sede, fome e sem água tratada. É ruim isso.”

Escrevo o que eu leio em livros e formulo avaliações a partir do que eu passo em sala de aula, pesquisas e texto que se encontra no caderno do aluno, sempre fazendo anotações.

Em verdades adoro ler sobre tudo em Biologia, sempre tem algo a descobrir!

Deixa eu contar uma história...

Minha história com a leitura ao longo da minha vida foi um processo lento, de décadas, por outro lado, minha história com a escrita é quase nula. Sim, para mim ler e escrever são coisas completamente distintas, pois amo ler, e odeio escrever. Lembro-me que chorei no meu primeiro dia de aula na 1ª série, pois eu não sabia nem ler, nem escrever. Minha mãe, muito sábia, me disse uma frase que até hoje repito em sala de aula: "Você não sabe? Então está no lugar certo!". Em poucos meses, eu já não deixava passar uma placa publicitária sequer sem ser lida atenciosamente. Fiacava maravilhado com o simples fato de uma pessoa deixar uma mensagem num papel sulfite que, depois de um tempo, seria lida e entendida por outra pessoa. Olhando o depoimento das personalidades descritas no curso e até dos amigos de fórum, parei para pensar na maior descoberta que fiz quando li meu pimeiro livro, já com 17 anos de idade: A capacidade de deixar o mundo real por alguns momentos e viver algo totalmente novo, no meu mundo particular. Cheguei até a ficar com medo de ter autismo. Nos cursos técnicos que fiz e depois na graduação, encontrei um novo sentido na leitura, que é a descoberta de fatos novos, a compreensão daquilo que era mistério. Sim, eu creio que só aprendi conteúdos substanciais com a leitura nas séries iniciais e depois do Ensino Médio, até então, eu só aprendia quando o professor era um bom palestrante e "explicava bem". E a escrita? Bom, assim como na música, sou muito melhor apreciando do que executando.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Fascinante mundo da leitura e escrita

    A Leitura sem dúvida é uma experiência fantástica e indescritível. Assim como para tantas outras pessoas, o mundo das palavras sempre esteve profundamente presente em minha vida.

    Desde sempre tenho lembranças de estar lendo algo, as palavras sempre estiveram diante de meus olhos e em minhas mãos.

    Na adolescência recordo de inúmeros livros lidos, em especial os da coleção Vaga-Lume, alguns com títulos agradáveis como “Zezinho o dono da porquinha preta” e a “Ilha perdida”, e outros um tanto quanto amedrontadores como “Um cadáver ouve rádio”. Impossível também esquecer as inúmeras aventuras do “Cachorrinho Samba”.

    Sempre fui uma “devoradora” de livros, estranho utilizar esse termo, mas era assim que me sentia, com uma vontade perturbadora de “devorar” cada linha ou parágrafo dos livros e suas histórias. Confesso que nunca gostei de livros de autoajuda. Gostava de aventuras, ficção e histórias de amor.  Gostava de “conversar” com os personagens, sorrir e sofrer com suas alegrias e angustias. Sempre tive também um carinho e interesse especial por revistas, principalmente as de divulgação científica, que traziam as descobertas recentes da ciência ou que explicavam o mundo a nossa volta. Dessa forma, a leitura sempre esteve presente no meu cotidiano, transformando-me e influenciando inegavelmente em minha escrita, dentro e fora do ambiente escolar.

    Ah! Os caminhos árduos da escrita, vencer o desafio de gradativamente ir organizando e dando sentido a uma profusão de palavras e ideias que surgem na nossa frente nos instigando, e ao final, ainda superar aquela angústia desconcertante de aceitar o texto como acabado, mesmo com aquela incômoda sensação de que o mesmo sempre poderia estar melhor. Mas, como afirmou Nilson José Machado, a escrita é algo fundamental ao ser humano, algo que nos diferencia dos outros animais, algo permanente ao contrário da oralidade que não é duradoura. No entanto, inegável é a constatação de que essa árida tarefa tornou-se muito mais amena pelas experiências proporcionadas pelas diversas leituras. Riqueza de vocabulário e repertório, assim como poucos erros gramaticais foram habilidades adquiridas através do mundo das palavras.

    Hoje, continuo apaixonada pela leitura, devo confessar que não leio tanto quanto gostaria, mas, assim como Nina Horta, também sou viciada em leitura e ler também me dá um prazer imensamente grande, assim como enriquece significativamente minha prática em sala de aula.

Fonte: Depoimentos sobre ler e escrever, uma porta para o o outro. Nina Horta e Nilson José Machado. Melhor Gestão, Melhor Ensino - Ciências